O secretário da Educação da Bahia, Osvaldo Barreto, reuniu cerca de
300 diretores, coordenadores e superintendentes de todo o Estado para
apresentar o Plano de Ação 2011-2014. Durante o encontro, realizado no
Instituto Anísio Teixeira (IAT), Barreto mostrou as ações previstas para
os quatro anos dessa nova gestão. Entre elas está o Pacto pela
Educação, programa que prevê a união de esforços com os municípios para
elevar a qualidade do ensino no Estado.
O secretário defende que, para melhorar a educação pública na Bahia, é
necessário que haja um regime de colaboração e articulação entre os
entes federados. Por isso, o plano de ação prevê um pacto entre estado e
municípios. Embora por lei seja compromisso dos municípios ofertarem a
educação infantil e as primeiras séries do ensino fundamental, o esforço
da Secretaria da Educação, em parceria com os municípios, é no sentido
de garantir uma educação de qualidade nas séries iniciais para que, ao
longo do percurso estudantil, os alunos não venham a ter dificuldades.
Para isso, é fundamental que haja um envolvimento não só dos órgãos
públicos, como também da sociedade, incluindo a família.
“Nossa intenção é envolver todos os segmentos da sociedade no intuito
de atingir os compromissos. Se quisermos mudar a educação na Bahia, tem
que haver articulação”, informa Barreto. Entre as metas da Secretaria
da Educação estão o compromisso de alfabetizar as crianças até os 8 anos
de idade e extinguir o analfabetismo na escola, fortalecer a inclusão
educacional, ampliar o acesso à educação integral, combater a repetência
e o abandono escolar e fortalecer a gestão democrática e participativa
na rede de ensino.
“Nossa visão é de que todos nós temos que dar as mãos pela escola. A
estrutura da Secretaria tem que estar toda alinhada para servir a
escola. É preciso tratar a educação como um direito tão importante como o
de comer, o de respirar...”, defendeu o secretário Osvaldo Barreto.
Inovar os currículos escolares, promovendo o acesso dos estudantes ao
conhecimento científico, às artes e à cultura, estimular as inovações e o
uso das tecnologias como instrumentos pedagógico e de gestão escolar e
garantir o desenvolvimento dos jovens para uma inserção cidadã na vida
social e no mundo do trabalho também estão entre os compromissos.
Metas - O Pacto pela Educação coloca ainda entre suas metas
elevar o índice de aprovação para, no mínimo, 90% nas séries iniciais,
85% nas séries finais do ensino fundamental e 80% no ensino médio. Outro
desafio é assegurar que as escolas dos municípios baianos e do Estado
alcancem, no mínimo, os padrões do Índice de Desenvolvimento da Educação
Básica (Ideb) estabelecidos pelo Ministério da Educação. “O pacto é uma
decisão de governo que foi tomada para acelerar o ritmo dos nossos
resultados educacionais. Na educação, é necessário trabalhar com
resultados. Nossas crianças têm que ter direito a uma escola que tenha
bons resultados”, ressalta Osvaldo Barreto
Sec

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