Até a mais humanizada das engenharias, a ambiental que muitas vezes
inclui sanitária na denominação, exige um candidato bom de cálculos.
Apesar da carreira estar focada nos problemas e soluções ambientais,
para se dar bem no curso de graduação é necessário encarar uma carga
pesada de ciências exatas.
Quem se forma, tem a contrapartida. Pesquisas apontam que a profissão é uma das mais promissoras do futuro
e a crescente onda da preocupação ecológica cria novos nichos de
mercado e oferta de vagas. "A divulgação dos problemas ambientais tem
contribuído muito para que haja maior procura pelo profissional", diz o
professor do Centro Universitário Senac, Rubens Koloski Chagas.
De acordo com o professor, hoje a maior demanda do mercado é no setor
industrial, seguido por serviços. O mercado para consultoria também está
aquecido, segundo ele, que garante que nem mesmo os profissionais
recém-formados têm dificuldade de conseguir emprego. "Os órgãos têm se
preocupado com a sustentabilidade de seus processos e o profissional
indicado para atuar nessas situações é o engenheiro ambiental", afirma
Chagas.
Outra característica bem-vinda é ter espírito aventureiro. Para
desenvolver os projetos de soluções é fundamental que o profissional
conheça os problemas na prática. "Uma pitada de aventura é necessária
para ir a campo, sair e desbravar os problemas. Mas grande parte do
trabalho é elaborado no escritório. Também é necessário ficar horas em
frente ao computador para desenvolver projetos e aplicar o conhecimento
técnico e conceitual adquirido ao longo do curso."
Apesar de algumas vezes ter a atuação confundida com a do engenheiro florestal,
o professor explica que as propostas são diferentes já que este atua
com técnicas de manejo florestal, enquanto o engenheiro ambiental
trabalha com sistemas urbanos e manejo da poluição hídrica, resíduos
sólidos, entre outros.
'Não existe engenharia fácil'
Marcella Moretti Ferreira, de 22 anos, está no 4º ano de engenharia ambiental, e trabalha com pesquisa científica sobre tratamento biológico de esgoto. A jovem conta que há muito espaço no ramo da pesquisa, porém também não difícil encontrar vagas em outros ramos. Para quem pretende ingressar na área, a dica é se dedicar à graduação. "Não existe um curso de engenharia que seja fácil. As pessoas costumam achar que ambiental é mais tranquilo, mas não. Tem a base de cálculo, química, física, estatística, mas envolve também biologia, ecologia, estudo de solo, entre outros. Trabalha o aspecto social dentro da engenharia."
Marcella Moretti Ferreira, de 22 anos, está no 4º ano de engenharia ambiental, e trabalha com pesquisa científica sobre tratamento biológico de esgoto. A jovem conta que há muito espaço no ramo da pesquisa, porém também não difícil encontrar vagas em outros ramos. Para quem pretende ingressar na área, a dica é se dedicar à graduação. "Não existe um curso de engenharia que seja fácil. As pessoas costumam achar que ambiental é mais tranquilo, mas não. Tem a base de cálculo, química, física, estatística, mas envolve também biologia, ecologia, estudo de solo, entre outros. Trabalha o aspecto social dentro da engenharia."
Segundo Marcela, o preconceito contra as mulheres dentro da engenharia
ficou no passado. "A mulher está totalmente dentro do mercado, na minha
sala só tem mulheres e acho que não existe mais preconceito."
G1

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