O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse hoje (7) que espera
que o Plano Nacional de Educação seja votado e aprovado ainda este mês
pela Comissão Especial da Câmara dos Deputados, criada para analisar o
projeto de lei. Segundo ele, é importante que o plano seja aprovado na
própria comissão, sem que seja necessário ir ao plenário da Casa.
Pelo regimento, a matéria só precisa ser votada na comissão especial,
mas, se houver um requerimento com pelo menos 53 assinaturas, o projeto
também será apreciado em plenário.
Para Mercadante, caso o projeto de lei precise ir a plenário, a votação
do plano – que prevê metas para a educação brasileira até 2020 e foi
encaminhado ao Congresso no início do ano passado – sofrerá um grande
atraso. Isso porque, segundo Mercadante, muitos deputados federais
começarão a focar em suas campanhas eleitorais para prefeituras, o que
retardará a pauta na Câmara.
“Se for possível chegar a um entendimento no âmbito da comissão,
facilita muito. Se houver recurso ao plenário, as dificuldades serão
maiores, porque, como é ano eleitoral, tem muitas matérias que trancam a
pauta e quanto mais próximo da eleição estivermos, menor será a
produtividade do Legislativo. É um plano decenal. Já perdemos 2011, não
podemos perder 2012”, ressaltou o ministro, ao participar de uma
mesa-redonda durante a palestra do economista James Heckman, vencedor do
Prêmio Nobel de Economia 2000, na Escola de Pós-Graduação em Economia
da Fundação Getulio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro.
De acordo com o ministro, o trecho mais sensível do projeto de lei é o
financiamento da educação. Mercadante disse que o governo propôs atrelar
7% do Produto Interno Bruto (PIB) à educação, enquanto a comissão quer
um valor entre 7,5% e 8%.
Segundo Mercadante, a única forma de passar dos atuais 5% do PIB com
gastos em educação para os 7,5%, 8% defendidos pela Comissão da Câmara é
usar recursos do petróleo do pré-sal brasileiro. “Se nós vincularmos
uma parte substantiva dos recursos do pré-sal à educação, ciência e
tecnologia, vamos ter uma fonte segura, de longo prazo.”
Mercadante participou de o ministro também fez um balanço sobre os
desafios da educação brasileira. Entre eles está a ampliação da oferta
de vagas em creches e pré-escolas do país. Atualmente, as creches
atendem 23,6% das crianças, enquanto a pré-escola atende a 80,1%.
A meta do plano nacional é chegar a 50% no caso das creches e a 100% no caso da pré-escola. “O problema é que apenas 3% das crianças em extrema pobreza estão em creches. Ou seja, as crianças que mais precisam não estão na creche. Esse é justamente o foco da presidenta Dilma [Rousseff]”, explicou.
A meta do plano nacional é chegar a 50% no caso das creches e a 100% no caso da pré-escola. “O problema é que apenas 3% das crianças em extrema pobreza estão em creches. Ou seja, as crianças que mais precisam não estão na creche. Esse é justamente o foco da presidenta Dilma [Rousseff]”, explicou.
No caso do ensino médio, onde há grande taxa de evasão e distorção
idade-série, o governo pretende investir na melhoria da qualidade do
ensino. Segundo o ministro, uma das propostas é criar um ambiente de
internet dentro das salas de aula. Uma das medidas do governo será
distribuir tablets (computadores de mão) para 600 mil professores de
todo o país.
0 Comentários